
O que antes era visto como uma das maiores forças políticas de Mato Grosso, hoje enfrenta um cenário de fragilidade. O União Brasil, que chegou a reunir nomes de peso na Assembleia Legislativa, vive um processo acelerado de esvaziamento — e o principal reflexo disso é a saída do deputado estadual Dilmar Dal Bosco.
Nos bastidores, a leitura já é praticamente unânime: a força da bancada do União Brasil deixou de existir diante das recentes movimentações políticas. A saída do deputado Eduardo Botelho, oficializada no dia 2 de abril rumo ao MDB, somada à indefinição sobre o futuro político de Júlio Campos, abriu um vácuo que comprometeu diretamente a construção da chapa proporcional.
Com isso, o partido chegou ao fim da janela partidária com apenas Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende como nomes consolidados — um cenário considerado insuficiente para sustentar uma nominata competitiva para deputado estadual.
Chapa estadual virou o problema central
Enquanto o União Brasil conseguiu estruturar chapa majoritária e uma nominata forte para deputado federal, o mesmo não aconteceu no nível estadual. E, no sistema proporcional, isso é decisivo.
Sem uma chapa robusta, capaz de atingir o quociente eleitoral necessário, até mesmo candidatos com votação expressiva correm risco. É justamente nesse ponto que entra o movimento de Dilmar.
Fontes ligadas aos bastidores políticos confirmam que a decisão do deputado não é ideológica, mas estratégica: trata-se de sobrevivência política.
Dilmar busca novo caminho — e mantém mistério
Reconhecido como um dos nomes mais influentes da política mato-grossense, Dilmar Dal Bosco não apenas reagiu ao cenário — ele tomou uma decisão. O deputado já definiu sua saída do União Brasil e migrou para uma nova sigla, em busca de uma estrutura mais competitiva para a disputa estadual.
A escolha do novo partido, no entanto, segue em sigilo — o que aumenta ainda mais a expectativa no meio político.
O que se sabe, até agora, é que o deputado busca uma legenda que ofereça chapa forte para deputado estadual, garantindo competitividade real nas eleições de 2026.
De força dominante a partido esvaziado
A situação do União Brasil chama atenção justamente pelo contraste. Há poucos meses, o partido era visto como uma das principais potências políticas do estado. Hoje, enfrenta um cenário de incertezas, disputas internas e perda de quadros importantes.
A formação da federação com o PP, que em tese fortaleceria o grupo, acabou ampliando disputas por espaço e dificultando ainda mais a organização da chapa estadual.
Nos bastidores, o diagnóstico é direto:
sem nominata competitiva, não há sobrevivência eleitoral — e os deputados sabem disso.
Recado claro para a classe política
A saída de Dilmar Dal Bosco simboliza mais do que uma simples troca de partido. Representa um alerta para o cenário político de Mato Grosso:
não basta ter nome forte — é preciso ter um grupo forte.
E, neste momento, o União Brasil não conseguiu oferecer isso.
Enquanto isso, cresce a curiosidade nos bastidores:
qual será o novo destino de Dilmar Dal Bosco?
A resposta, ao que tudo indica, deve redefinir não apenas o futuro do deputado, mas também o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa em 2026.
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